Inflação é Duas Vezes Pior Para os Mais Pobres e Atinge 6,22%

Inflação é Duas Vezes Pior Para os Mais Pobres e Atinge 6,22%

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Em tempos de crise, a inflação é uma preocupação constante. Quando sobe, eleva consideravelmente o preço de diversos produtos, sobretudo os de necessidade básica.

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Nesse cenário, são os mais pobres que sentem a diferença. A inflação é medida, dentre outros índices, pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo e INPC – Índice Nacional de Preço ao Consumidor.

O cálculo mais recente foi divulgado na sexta (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). A crise provocada pela pandemia fez com que os percentuais atingissem níveis há muito tempo não visto. O fim do Auxílio Emergencial torna o cenário ainda mais incipiente.

Proporção da Inflação Entre Diferentes Classes Sociais

Com os novos dados divulgados pelo IPEA, pôde-se constatar que a inflação é muito maior aos cidadãos com renda muito baixa, ou seja, que vivem com menos de R$1.650 reais mensais por família, atingindo o marco de 6,22%.

Já para as famílias com renda considerada alta, ou seja, que vivem com mais de R$16.509,66 por mês, a inflação não atingiu sequer a metade, alcançando 2,74%.

O Governo Federal continua enfático ao reiterar que o Auxílio Emergencial não será prorrogado. Muitas frentes se posicionaram a favor dos pagamentos em 2021; parte do senado assinou petição para convocação extraordinária para que se discuta a respeito da continuação do benefício.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA – fechou em 2020 em 4,52%.

De acordo com o IPEA, os mais pobres sofreram mais, pois, para os núcleos com baixa faixa de renda, os gastos com itens básicos de supermercado, além de gás e energia, comprometem cerca de 37%.

Com a inflação, os principais alimentos foram reajustados e o óleo de soja, por exemplo, teve um aumento de 104%, enquanto o arroz reajustou em 76%, e o feijão 45%.

Em contrapartida, os gastos que têm mais peso na renda de famílias mais abastadas passaram por reajustes mínimos. Mensalidades escolares, por exemplo, aumentaram em apenas 1,1%, enquanto serviços de saúde particular reajustou em 1,8%. Houve, ainda, redução no valor da gasolina, que caiu 0,2%, enquanto passagens aéreas caíram cerca de 17%.

Vale lembrar que o aumento nos casos da pandemia após festas de fim de ano prejudica ainda mais quem vive com baixa faixa salarial, pois atinge quem tem menos condições de arcar com altos custos hospitalares.

Nesse contexto, o Brasil enfrenta um começo de ano com aumento no desemprego, atingindo marco superior a 14 milhões de brasileiros e sem previsão para estacionar ou regredir.

Governo Federal e Mercado Vislumbram Novo Cenário

Mesmo diante do cenário caótico e da crise que passamos em 2020, além da alta inflação, o mercado se mantém esperançoso. Aposta-se em um IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo – menor do que a meta: 3,3% frente a 3,75%. Embora nenhum dos percentuais sejam atrativos, atingir um índice menor do que o esperado já é satisfatório.

No entanto, para manter o índice abaixo da meta, é necessário a convergência de alguns fatores, inclusive de alguns que não podem ser controlados pelo Governo ou pelo mercado, como recuo da crise, vacinação garantida à população o mais rapidamente possível, bem como aprovação de certas medidas e Brasília.

Somente ao diminuir a dívida pública torna-se possível reverter a inflação e aumentar, ainda que minimamente, a princípio, o poder de compra dos brasileiros, sobretudo das classes mais pobres.

Vale lembrar que antes da pandemia, a inflação estava sob controle, mas piorou com o cenário de crise sanitária que se instalou.

Por um período houve recessão nos casos e os percentuais voltaram a ser satisfatórios. O Brasil passou até mesmo por um período de deflação. Já com o aumento exponencial de casos, o contexto mudou drasticamente nos últimos meses de 2020.

Para 2021, precisamos contar com gestão eficiente nas políticas fiscais, sanitárias e com uma boa dose de sorte para conter a inflação.

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