Desemprego em 2020: Maior média desde 2012

Desemprego em 2020: Maior média desde 2012

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Embora a taxa de desemprego em 2020 tenha recuado, o percentual alcançado é o maior desde 2012. Fatores como a pandemia, gestão econômica, inflação e políticas financeiras influenciaram diretamente esse marco.

A taxa anual de desempregados em 2020 alcançou 13,9%, sendo a maior desde de 2012. A taxa geral média de 2020 ficou em 13,5%. No último trimestre do ano passado, estima-se ter alcançado 13,9 milhões de pessoas desempregadas em idade laboral.

Os dados alarmantes foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Instituto apontou que: “A média anual de desocupados ficou em 13,4 milhões, a maior da série anual, e aumentou 6,7% (mais 840 mil pessoas) em relação a 2019”.

 

Desemprego em 2020 Preocupa a Economia

A grande e alarmante margem de desemprego em 2020 preocupa a economia brasileira. Com tantas pessoas sem renda, além das que tiveram a renda afetada, o comércio sentirá o impacto neste ano.

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O mercado, por sua vez, é um dos principais termômetros da economia e responsáveis por girar o dinheiro, sobretudo nas microrregiões. Com a falta de renda ocasionada pelo desemprego em 2020 e o encerramento de pagamento do Auxílio Emergencial, além da alta inflação reportada, as famílias mais pobres já sentem o impacto e muitas tiveram que racionar seus gastos.

A alta da inflação prejudica os valores de cestas básicas e itens essenciais de consumo, afetando sobretudo os que são caracterizados como em condição de vulnerabilidade social.

Adriana Beringuy, analista do IBGE, ressaltou que:

“No ano passado, houve uma piora nas condições do mercado de trabalho em decorrência da pandemia de Covid-19. A necessidade de medidas de distanciamento social para o controle da propagação do vírus paralisaram temporariamente algumas atividades econômicas, o que também influenciou na decisão das pessoas de procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas ao longo do ano, um maior contingente de pessoas voltou a buscar uma ocupação, pressionando o mercado de trabalho”.

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Dados Divulgados Pelo IBGE

Além do percentual de desemprego em 2020, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou outros dados subjacentes referente à empregabilidade no ano em que a pandemia prejudicou milhões de famílias:

  • O ano de 2020 findou com uma média de 13,4 milhões de desempregados, 6,7% a mais que em 2019;
  • O número de trabalhadores domésticos encolheu 19,2%, também a maior retração já registrada.
  • Contingente de empregados sem carteira assinada caiu 16,5% (menos 1,9 milhão de pessoas), enquanto que o de trabalhadores por conta própria encolheu 6,2%.
  • Taxa média de informalidade recuou de 41,1% em 2019 para 38,7% em 2020;
  • Taxa média anual de desemprego subiu de 11,9% em 2019 para 13,5% em 2020, a mais alta desde 2012;
  • A população ocupada atingiu, na média anual, 86,1 milhões, o menor contingente desde 2012;
  • O número de trabalhadores com carteira assinada teve redução recorde (menos 2,6 milhões), ficando em 30,6 milhões, o menor contingente desde 2012;
  • O contingente de desalentados, na média anual, aumentou em 16,1% em relação a 2019, chegando a 5,5 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego;
  • Número de subutilizados chegou a 31,2 milhões, o maior da série anual, com alta de 13,1% (mais 3,6 milhões de pessoas);
  • Em 2020, a massa de rendimentos de todos os trabalhadores encolheu 3,6% frente ao ano anterior, somando R$ 213,4 bilhões.

A pandemia foi um dos principais “culpados” pelo cenário, já que, de acordo com a analista do IBGE, Adriana Beringuy: “A necessidade de medidas de distanciamento social para o controle da propagação do vírus paralisou temporariamente algumas atividades econômicas, o que também influenciou na decisão das pessoas de procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas ao longo do ano, um maior contingente de pessoas voltou a buscar uma ocupação, pressionando o mercado de trabalho”.

Contudo, diversos estudiosos e analistas apontam outros fatores responsáveis por corroborar com o desemprego em 2020, e um deles é apontado em unanimidade: o atraso na chegada da vacina. Enquanto os países já tinham dado a largada aos planos de imunização, o Brasil seguiu em atraso, retardando consequentemente a retomada da economia.

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